Oscilações elétricas e mudanças climáticas: prejuízo bilionários e a busca pela resiliência energética

Homem sorridente de camisa social clara, em frente a um letreiro com o nome “Shara” parcialmente visível.

A resiliência energética tornou-se um dos temas mais estratégicos da atualidade. As mudanças climáticas vêm intensificando eventos extremos, como ondas de calor, tempestades severas, enchentes e períodos prolongados de seca, impactando diretamente a estabilidade do fornecimento de energia elétrica em escala global. Assim, empresas, governos e a sociedade precisam repensar urgentemente como proteger infraestruturas críticas e garantir a continuidade operacional diante de um cenário cada vez mais imprevisível.

No Brasil, esse desafio ganha contornos ainda mais relevantes. A matriz energética nacional é majoritariamente renovável, com cerca de 83% da geração proveniente de fontes como hidrelétricas, eólicas e solares. Portanto, embora seja um diferencial ambiental, essa característica também aumenta a exposição do país às variações climáticas. Em períodos de seca severa, por exemplo, a redução dos níveis dos reservatórios compromete a geração hidrelétrica, sobrecarrega outras fontes e eleva significativamente o risco de oscilações e apagões.

Assim, falar de resiliência energética é falar de adaptação, planejamento e investimento em soluções que protejam sistemas elétricos, equipamentos e operações essenciais.

Mudanças climáticas e instabilidade no fornecimento de energia

As mudanças climáticas não se manifestam apenas na escassez hídrica. Eventos extremos, como tempestades intensas, também afetam diretamente a infraestrutura elétrica. Em Minas Gerais, nas primeiras semanas de janeiro, chuvas intensas colocaram 43 municípios em situação de emergência, enquanto quase 600 cidades ficaram sob alerta de perigo. Foram registradas precipitações de até 100 milímetros e ventos que chegaram a 100 km/h.

Esses episódios evidenciam como a instabilidade climática desafia não apenas a gestão de recursos hídricos, mas também a segurança de redes elétricas, subestações, linhas de transmissão e consumidores finais. Portanto, a resiliência energética passa a ser um pilar fundamental para reduzir riscos, evitar acidentes e preservar vidas.

O aumento das oscilações elétricas no Brasil

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que as oscilações de energia em áreas urbanas no Brasil aumentaram cerca de 15% entre 2022 e 2023. Esse crescimento está diretamente relacionado ao maior consumo energético nas residências e à sobrecarga das redes em horários de pico.

Além disso, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aponta que 23% das reclamações relacionadas a eletroeletrônicos envolvem danos causados por quedas de energia ou surtos elétricos. Assim, os impactos vão muito além do desconforto momentâneo, gerando prejuízos financeiros, perda de dados e redução da vida útil dos equipamentos.

Impactos econômicos globais dos apagões

Os efeitos da falta de resiliência energética não se restringem ao Brasil. Em Los Angeles, nos Estados Unidos, incêndios florestais causaram prejuízos estimados entre US$ 52 bilhões e US$ 57 bilhões, segundo a AccuWeather. Esses valores incluem danos materiais, perdas nas cadeias de fornecimento e interrupções prolongadas nas atividades empresariais.

Além disso, os apagões elétricos decorrentes desses desastres tornaram-se frequentes, afetando milhões de residências e empresas, muitas vezes por semanas. Portanto, a energia elétrica se consolida como um dos pontos mais vulneráveis diante das mudanças climáticas.

O custo da falta de resiliência energética nas empresas

No ambiente corporativo, os prejuízos causados por oscilações elétricas vão além da simples substituição de equipamentos. Uma pesquisa do Gartner, ainda em 2014, estimou que o tempo de inatividade não planejado custa, em média, US$ 5.600 por minuto para as empresas, considerando perdas de produtividade, vendas e credibilidade.

Esse valor tende a ser ainda maior atualmente, especialmente em setores altamente digitalizados, como finanças, saúde, indústria e tecnologia. Portanto, investir em resiliência energética deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica.

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Proteção energética como pilar da resiliência

Para mitigar esses riscos, a adoção de soluções de proteção energética é fundamental. Equipamentos como nobreaks, estabilizadores e filtros de linha não apenas estabilizam a tensão elétrica, mas também garantem que sistemas críticos continuem operando durante quedas de energia.

Assim, essas soluções evitam perdas financeiras, interrupções operacionais e daFjnos a equipamentos sensíveis. Além disso, contribuem diretamente para a continuidade dos negócios, mesmo em cenários adversos.

Impacto das oscilações na vida útil dos equipamentos

Outro fator muitas vezes subestimado é o impacto de longo prazo das oscilações elétricas. Estima-se que surtos de energia possam reduzir a vida útil de dispositivos eletrônicos em até 30%. Portanto, além dos prejuízos imediatos, há um aumento significativo nos custos de manutenção e substituição ao longo do tempo.

Nesse contexto, a resiliência energética também se traduz em eficiência econômica, ao preservar ativos e reduzir o desperdício de recursos.

Resiliência energética e ESG

Os desafios impostos pelas mudanças climáticas também trazem implicações diretas para a agenda ESG. Investir em proteção energética não é apenas uma medida preventiva, mas uma estratégia alinhada à sustentabilidade corporativa.

Empresas resilientes a eventos climáticos extremos demonstram compromisso com a continuidade operacional, a redução de desperdícios e a proteção de seus colaboradores e clientes. Assim, a resiliência energética passa a integrar não apenas a gestão de riscos, mas também a governança e a responsabilidade socioambiental.

Preparação como diferencial competitivo

À medida que as mudanças climáticas continuam a pressionar a infraestrutura elétrica, a preparação se torna um diferencial competitivo. Empresas que investem em planejamento energético, proteção adequada e redundância conseguem manter suas operações mesmo diante de cenários críticos.

Em suma, proteger equipamentos contra oscilações e quedas de energia é um investimento essencial para garantir a sustentabilidade dos negócios, reduzir custos e evitar interrupções operacionais.

FAQ – Resiliência energética e proteção contra oscilações de energia

1. O que é resiliência energética?

Resiliência energética é a capacidade de um sistema elétrico ou de uma organização de resistir, se adaptar e se recuperar rapidamente de falhas, oscilações ou interrupções no fornecimento de energia.

2. Por que a resiliência energética é importante atualmente?

Porque as mudanças climáticas aumentaram a frequência de eventos extremos que impactam diretamente a estabilidade da rede elétrica.

3. Como as mudanças climáticas afetam o fornecimento de energia?

Elas causam secas, tempestades e ondas de calor que comprometem a geração, a transmissão e a distribuição de energia.

4. O Brasil é mais vulnerável a esses impactos?

Sim, pois sua matriz energética depende fortemente de fontes renováveis, especialmente hidrelétricas, sensíveis às variações climáticas.

5. O que são oscilações de energia?

São variações na tensão elétrica que podem danificar equipamentos e interromper operações.

6. Quais setores são mais afetados pela falta de resiliência energética?

Setores como saúde, finanças, indústria, tecnologia e serviços essenciais são altamente dependentes de energia contínua.

7. Oscilações elétricas causam prejuízos financeiros?

Sim. Elas geram danos a equipamentos, perda de dados, paradas operacionais e redução de produtividade.

8. Qual o impacto das quedas de energia na vida útil dos equipamentos?

Surtos e oscilações podem reduzir a durabilidade dos equipamentos em até 30%.

9. O que são soluções de proteção energética?

São dispositivos como nobreaks, estabilizadores e filtros de linha que protegem contra variações e interrupções de energia.

10. Nobreaks contribuem para a resiliência energética?

Sim. Eles garantem energia temporária e estável durante quedas, permitindo continuidade ou desligamento seguro.

11. Estabilizadores ainda são importantes?

Sim, especialmente para proteger equipamentos contra variações constantes de tensão.

12. Filtros de linha ajudam na proteção?

Sim. Eles reduzem impactos de surtos elétricos de baixa intensidade, preservando componentes internos.

13. Empresas pequenas também precisam de resiliência energética?

Sim. Qualquer negócio que dependa de equipamentos eletrônicos pode sofrer prejuízos com oscilações.

14. A resiliência energética está ligada ao ESG?

Sim. Ela contribui para sustentabilidade, redução de desperdícios e continuidade responsável das operações.

15. Apagões podem afetar cadeias de suprimento?

Podem. Interrupções energéticas impactam produção, logística e distribuição.

16. Investir em proteção energética é caro?

Não. O custo da proteção costuma ser muito menor do que os prejuízos causados por falhas elétricas.

17. Como começar a melhorar a resiliência energética?

Com diagnóstico da infraestrutura elétrica e adoção de soluções adequadas de proteção.

18. A resiliência energética reduz custos operacionais?

Sim. Evita danos, manutenções corretivas e paradas não planejadas.

19. Eventos climáticos extremos tendem a aumentar?

As projeções indicam que sim, reforçando a necessidade de preparação energética.

20. Por que a resiliência energética é estratégica para o futuro?

Porque garante continuidade, segurança e sustentabilidade em um cenário climático cada vez mais desafiador.

Conclusão

Em suma, a resiliência energética deixou de ser um conceito técnico restrito ao setor elétrico e passou a ocupar um papel central na estratégia de empresas e organizações. As mudanças climáticas tornaram os eventos extremos mais frequentes e severos, expondo fragilidades na infraestrutura energética e gerando prejuízos econômicos significativos.

Portanto, investir em soluções de proteção de energia, como nobreaks, estabilizadores e filtros de linha, é uma decisão estratégica que protege ativos, garante continuidade operacional e contribui para a sustentabilidade de longo prazo. Em um cenário cada vez mais instável, a resiliência energética não é apenas uma vantagem competitiva: é uma condição essencial para a sobrevivência dos negócios.

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