Altas temperaturas, queimadas e a falta de chuvas aumentam os riscos de apagões

Uma vista de ângulo baixo de uma praça urbana pavimentada com pedras claras e irregulares em primeiro plano.

A expressão “falta de chuvas aumentam os riscos de apagões” deixou de ser apenas um alerta técnico e passou a fazer parte do cotidiano de empresas, gestores públicos e consumidores em todo o Brasil. Especialmente em períodos de calor extremo, quando as temperaturas ficam acima da média histórica, o sistema elétrico nacional opera sob forte pressão. Assim, compreender esse cenário e adotar medidas preventivas torna-se essencial para reduzir prejuízos, garantir continuidade operacional e proteger pessoas e equipamentos.

Inicialmente, é importante destacar que o setor elétrico brasileiro possui forte dependência da geração hidrelétrica. Portanto, quando a escassez de chuvas reduz as vazões dos rios e os níveis dos reservatórios, o equilíbrio entre oferta e demanda de energia fica comprometido. Ao mesmo tempo, ondas de calor intensas elevam significativamente o consumo, sobretudo pelo uso contínuo de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e sistemas de refrigeração. Consequentemente, a combinação desses fatores cria um ambiente propício para sobrecargas, falhas e apagões.

Calor extremo, consumo elevado e pressão sobre o sistema

Nos últimos anos, eventos climáticos extremos tornaram-se mais frequentes. Assim, meses com temperaturas até dois graus acima da média nacional, além de picos que podem chegar a 45 °C em determinadas regiões, deixam de ser exceção. Portanto, o consumo de energia cresce de forma abrupta, especialmente nos grandes centros urbanos.

Além disso, a falta de chuvas compromete diretamente o nível das represas, reduzindo a capacidade de geração hidrelétrica. Dessa forma, o sistema passa a depender mais de fontes complementares, que nem sempre conseguem responder com a mesma agilidade ao aumento da demanda. Consequentemente, especialistas do setor alertam que a falta de chuvas aumentam os riscos de apagões, sobretudo em períodos prolongados de estiagem associados ao calor intenso.

Apagões recentes reforçam o alerta

O cenário não é apenas teórico. No início do mês, foram registrados apagões relevantes em diferentes regiões do país. Assim, cidades como Boa Vista, capital de Roraima, e áreas da Grande São Paulo, incluindo Guarulhos, ficaram sem fornecimento de energia elétrica, afetando milhares de pessoas.

Ao mesmo tempo, dados sobre o volume de chuvas nos principais sistemas de abastecimento, como o conjunto de represas que atende a Grande São Paulo, indicam queda significativa. Portanto, especialistas voltam a mencionar a possibilidade de um cenário semelhante ao da crise hídrica de 2014, que trouxe racionamento e impactos econômicos relevantes.

Uso consciente de recursos e planejamento energético

Diante desse contexto, a atenção ao uso consciente da água e da energia torna-se ainda mais estratégica. Assim, não se trata apenas de uma recomendação ambiental, mas de uma necessidade operacional para reduzir riscos sistêmicos.

Nesse sentido, Jamil Mouallem, engenheiro elétrico e diretor da TS Shara, faz um alerta direto e objetivo:

Homem sorridente de camisa social clara, em frente a um letreiro com o nome “Shara” parcialmente visível.
Jamil Moualem Diretor Comercial

“Se a situação das represas chegar aos baixos níveis de outras épocas, iremos enfrentar vários transtornos, como o racionamento. É preciso prestar atenção no uso consciente da água, especialmente diante das mudanças climáticas e do crescimento populacional.”

Portanto, adotar hábitos mais eficientes no consumo diário contribui para aliviar a pressão sobre o sistema elétrico e reduzir a probabilidade de falhas generalizadas.

Impactos dos apagões no dia a dia das pessoas e das empresas

Quando ocorrem apagões ou instabilidades na rede elétrica, os transtornos vão muito além da falta de iluminação. Assim, residências, comércios e empresas enfrentam prejuízos financeiros, perda de produtividade e danos a equipamentos eletroeletrônicos.

Além disso, a inoperabilidade de sistemas de internet, automação comercial, segurança e saúde pode gerar impactos críticos. Portanto, quedas ou oscilações de energia representam riscos diretos para ambientes que dependem de funcionamento contínuo.

Segundo Jamil Mouallem, os apagões “geram uma série de problemas que levam a prejuízos financeiros com a perda de eletrodomésticos e eletroeletrônicos e inoperabilidade de internet ou sistemas informatizados”. Dessa forma, considerar medidas preventivas deixa de ser opcional e passa a ser parte do planejamento básico de segurança energética.

O que fazer durante quedas de energia e instabilidades

Em situações de interrupção no fornecimento, algumas ações simples podem reduzir significativamente os danos. Inicialmente, a recomendação técnica é desligar os disjuntores e só religá-los após a confirmação de que a energia foi restabelecida de forma estável.

De acordo com o especialista da TS Shara:

“Quando ocorre uma queda de energia, o aparelho é submetido a picos de eletricidade e isso é o que faz o equipamento queimar.”

Portanto, caso não seja possível desligar os disjuntores, o ideal é retirar os equipamentos eletrônicos das tomadas, especialmente micro-ondas, televisores, computadores, geladeiras e máquinas de lavar. Assim, evita-se que surtos elétricos danifiquem fontes internas e placas eletrônicas sensíveis.

A importância de dispositivos de proteção elétrica

Embora ações manuais ajudem, o cenário ideal envolve o uso de dispositivos específicos de proteção e continuidade de energia. Assim, equipamentos adequados reduzem riscos, preservam dados e permitem a conclusão segura de atividades em andamento, inclusive em ambientes críticos.

Nesse contexto, Jamil Mouallem destaca que “o ideal mesmo seria contar com alguns dispositivos que ajudam a otimizar a rede elétrica nessas situações de risco”. Portanto, soluções como DSPs (dispositivos de proteção contra surtos), estabilizadores e nobreaks desempenham papel fundamental na mitigação de danos.

Nobreaks: continuidade e segurança

O nobreak oferece energia adicional em caso de falha no fornecimento, permitindo o desligamento seguro de equipamentos e a continuidade temporária das operações. Além disso, determinados sistemas possibilitam expansão de autonomia por meio de bancos de baterias externas, que podem garantir horas adicionais de funcionamento.

Consequentemente, o nobreak protege contra curto-circuitos, picos de tensão, sub e sobretensão e descarga profunda de bateria, reduzindo danos e evitando a perda de informações importantes.

Estabilizadores: controle da tensão

Os estabilizadores, por sua vez, ajudam a manter a tensão elétrica dentro de padrões adequados. Assim, quando ocorrem variações na rede, eles transformam tensões altas ou baixas em níveis constantes e estáveis, protegendo equipamentos sensíveis e prolongando sua vida útil.

Portanto, a combinação de diferentes soluções de proteção contribui para reduzir sensivelmente os prejuízos associados a apagões e instabilidades.

Falta de chuvas, riscos sistêmicos e preparação estratégica

À medida que eventos climáticos extremos se intensificam, o alerta de que a falta de chuvas aumentam os riscos de apagões torna-se cada vez mais relevante. Assim, preparar-se para esse cenário envolve tanto ações individuais quanto investimentos estruturais em proteção elétrica.

Além disso, empresas que dependem de energia 24×7 precisam incorporar esse risco em sua gestão estratégica. Portanto, planejar contingências, revisar infraestruturas elétricas e adotar equipamentos adequados reduz vulnerabilidades e aumenta a resiliência operacional.

O papel institucional da TS Shara no cenário energético

Com mais de 35 anos de atuação, a TS Shara consolidou-se como uma empresa nacional e uma das líderes de mercado na fabricação de nobreaks, inversores, estabilizadores de tensão e protetores de rede inteligente. Assim, no segmento de baixa e média potência, a empresa figura entre as maiores e mais produtivas do mercado brasileiro de equipamentos de proteção e energia.

Além disso, a TS Shara oferece uma linha completa com mais de 250 itens voltados ao mercado SOHO, atendendo desde residências até ambientes corporativos. Com fábrica em São Paulo, a empresa está presente em todo o país por meio de cerca de 250 unidades de assistência técnica, além de revendedores e distribuidores que somam mais de 380 canais, e exporta para mais de 15 países.

Todos os produtos passam por rigoroso controle de qualidade e são homologados em centros reconhecidos, como o laboratório da TÜV Rheinland, acreditado pelo Inmetro. Além disso, a empresa mantém há mais de vinte anos a certificação ISO 9001, reforçando seu compromisso com qualidade e confiabilidade.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre apagões, estiagem e proteção de energia

1. Por que o calor extremo aumenta o risco de apagões?

Porque ele eleva significativamente o consumo de energia, principalmente com ar-condicionado e refrigeração, pressionando o sistema elétrico.

2. Qual a relação entre falta de chuvas e energia elétrica no Brasil?

A geração hidrelétrica depende do nível dos reservatórios. Assim, menos chuvas significam menor capacidade de geração.

3. A falta de chuvas afeta apenas grandes cidades?

Não. Ela impacta todo o sistema interligado, podendo gerar efeitos em diferentes regiões.

4. O que caracteriza uma sobrecarga no sistema elétrico?

Ocorre quando a demanda supera a capacidade de geração, transmissão ou distribuição disponível.

5. Apagões podem danificar equipamentos eletrônicos?

Sim. Oscilações e picos de tensão podem queimar componentes internos sensíveis.

6. Existe previsão de racionamento em cenários extremos?

Em situações críticas, o racionamento pode ser adotado como medida de contenção.

7. Como empresas podem se preparar para apagões?

Investindo em proteção elétrica, planos de contingência e uso eficiente de energia.

8. O consumo residencial influencia o sistema como um todo?

Sim. O consumo agregado de milhões de residências impacta diretamente a demanda total.

9. Mudanças climáticas agravam esse cenário?

Sim. Eventos extremos tornam-se mais frequentes e intensos, aumentando a instabilidade.

10. A eficiência energética ajuda a reduzir riscos?

Ajuda, pois reduz a pressão sobre o sistema e otimiza o uso dos recursos disponíveis.

11. O que é um dispositivo de proteção contra surtos (DSP)?

É um equipamento que protege a instalação elétrica contra picos de tensão.

12. Nobreaks funcionam apenas durante apagões?

Não. Eles também protegem contra oscilações e instabilidades da rede.

13. Estabilizadores ainda são úteis?

Sim, especialmente em locais com variações frequentes de tensão.

14. É necessário desligar aparelhos durante quedas de energia?

Sim. Isso reduz o risco de danos causados por picos no retorno da energia.

15. Geladeiras e máquinas de lavar são sensíveis a surtos?

Sim. Esses equipamentos possuem componentes eletrônicos que podem ser danificados.

16. Proteção elétrica é importante apenas para empresas?

Não. Residências também se beneficiam significativamente dessas soluções.

17. Bancos de baterias ampliam a autonomia de nobreaks?

Sim. Eles permitem horas adicionais de funcionamento conforme a configuração.

18. A proteção elétrica contribui para a sustentabilidade?

Sim. Ao prolongar a vida útil dos equipamentos, reduz descarte e consumo de recursos.

19. Sistemas de saúde dependem de proteção de energia?

Totalmente. A continuidade elétrica é vital para preservar vidas.

20. Planejar proteção elétrica reduz prejuízos financeiros?

Sim. Previne danos, evita paradas inesperadas e reduz custos de manutenção.

Conclusão

Em um cenário marcado por calor extremo, estiagem prolongada e crescimento do consumo, a realidade é clara: a falta de chuvas aumentam os riscos de apagões e exigem atenção redobrada de toda a sociedade. Assim, compreender os impactos desse contexto, adotar práticas conscientes e investir em proteção elétrica adequada são passos fundamentais para reduzir transtornos e prejuízos.

Portanto, tanto para residências quanto para empresas, preparar-se para instabilidades na rede elétrica deixou de ser uma precaução eventual e passou a ser uma necessidade estratégica diante das mudanças climáticas e da crescente dependência da energia no dia a dia.

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